Hoje eu fui tomar uma vacina. Pode parecer algo simples, rotineiro, mas, para mim, foi um gesto cheio de significado.
Saí de casa pensando em como, com o passar dos anos, cuidar da nossa saúde deixa de ser apenas uma obrigação e passa a ser um verdadeiro ato de amor, amor pela vida, amor por quem somos e por tudo o que ainda queremos viver.
Tenho 85 anos. Já vivi muita coisa, já enfrentei desafios, já superei momentos difíceis. E, talvez por isso mesmo, aprendi que não podemos brincar com a nossa saúde.
A vacina que tomei foi contra herpes, uma doença que pode parecer pequena para alguns, mas que pode causar dor, desconforto e complicações, especialmente em pessoas da nossa idade.
E foi aí que me veio um pensamento importante: quantas pessoas, não só idosas, mas também mais jovens, acabam deixando de lado algo tão essencial como a vacinação?
Seja por medo, descuido, falta de informação… ou até por achar que “não vai acontecer comigo”. Mas pode acontecer.
E, quando acontece, muitas vezes poderia ter sido evitado com um gesto simples, rápido e seguro. Eu faço a minha parte.
Tomo minhas vacinas, faço meus exames, procuro me cuidar. Não por medo, mas por respeito à vida que tenho.
Cuidar da saúde não é sinal de fraqueza. Pelo contrário: é um sinal de consciência, de maturidade e de amor próprio.
Hoje, mais do que nunca, acredito que envelhecer com qualidade depende das pequenas escolhas que fazemos todos os dias. E tomar uma vacina é uma dessas escolhas.
Por isso, deixo aqui um convite, não só para quem tem a minha idade, mas para todos: Se cuidem, procurem se informar, mantenham suas vacinas em dia.
Porque viver bem não é apenas chegar aos 85 anos. É chegar bem, com autonomia, com dignidade e com vontade de continuar vivendo.
E eu sigo aqui, fazendo a minha parte.
Jandira
Imagem: Freepik





