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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Dormir bem


Dormir bem ajuda a fortalecer a capacidade do organismo para combater infecções, ajudando a manter-se saudável, pois durante o sono o corpo produz proteínas extras que ajudam o sistema imune a ficar mais forte, principalmente em situações de estresse.
Outros benefícios de uma boa noite de sono incluem:
Reduzir o estresse
Durante o sono, o corpo diminui a produção de cortisol e adrenalina, ajudando a diminuir o estresse.
Controlar o apetite
O sono ajuda a regular os hormônios que afetam e controlam o apetite, por isso quando se dorme mal, estes hormônios ficam desregulados e o apetite aumenta, levando a um desejo por alimentos ricos em calorias, gorduras e hidratos de carbono.
Melhorar o humor
Pessoas que dormem bem durante a noite, andam mais contentes e bem-dispostas durante o dia. Pelo contrário, uma noite de sono insuficiente provoca agitação e mal-humor no dia seguinte. Além disso, quando dormir mal se torna um problema crônico, pode causar transtornos de humor de longo prazo, como depressão ou ansiedade, por exemplo.
Ativar a memória
Dormir bem permite que o cérebro processe melhor as novas experiências e conhecimentos, melhorando a memória. Durante o sono, o cérebro processa e consolida as memórias do dia, por isso noites mal dormidas podem fazer com que as novas informações não fiquem armazenadas corretamente, prejudicando a memória.
Estimular o raciocínio
Dormir mal afeta a cognição, atenção e a tomada de decisão e, por isso, pessoas que dormem mal têm maior dificuldade a resolver problemas de lógica ou matemática e a cometer erros como deixar as chaves na geladeira por acidente, por exemplo.
Rejuvenescer a pele
Uma boa noite de sono ajuda a rejuvenescer a pele, diminuindo as rugas e linhas de expressão, pois durante a noite as células da pele renovam-se e descansam e é produzida melatonina que ajuda a prevenir o envelhecimento.
Fonte: tuasaude.com

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Por que tenho tanto sono?

Basta olhar ao seu redor para notar o quanto as pessoas andam cansadas. Alguém cochila no ônibus, um colega suspira na sala de reunião, o estudante ronca em sala de aula e o balcão do cafezinho está sempre lotado. Parece tão normal sentir-se com muito sono o tempo todo. Só que não!
Se você tem problemas para ficar acordado, sofre com sonolência diurna excessiva, cochila facilmente e tem dificuldade para se concentrar, você pode se perguntar: Por que tenho tanto sono?
Falta de manutenção do sono
A causa mais comum – e óbvia – de sentir-se com muito sono é a própria falta de sono. Talvez você desconheça o quanto você precisa dormir para o seu corpo poder descansar, mas observe que isso tem muito a ver com a sua idade. De um modo geral, quanto mais velho você fica, menos sono você precisa. No entanto, não é só o tempo que influencia não! A rotina, nesse caso, é muito importante, além do ambiente, que deve ser adequado para o sono.
Apneia do sono
Muita gente não sabe, mas a apneia – condição em que você para de respirar repetidamente enquanto dorme – atrapalha muito a qualidade do seu sono. E você nem percebe! Deitou cedo, mas ainda sente-se exausto durante o dia? Além do ronco alto, a falta de ar – que pode ocorrer dezenas de vezes por hora durante a noite – fragmenta o sono. Com cada despertar, você permanece em estágios mais leves do sono, o que compromete o seu descanso.
Narcolepsia
É um distúrbio caracterizado por sonolência excessiva e ataques frequentes de sono durante o dia. O que isso quer dizer? A pessoa, simplesmente, dorme! O sintoma mais característico é a cataplexia, perda súbita do tônus muscular com estímulo emocional, como a surpresa ou o riso. A narcolepsia é coisa séria, pode causar acidentes – a pessoa com o distúrbio pode dormir no trânsito, por exemplo – e precisa de tratamento médico.
Síndrome Crônica de Fadiga
Esta é outra condição que pode deixá-lo sonolento. Caracteriza-se por uma persistente exaustão, sem explicação, associada a dores frequentes nos músculos e articulações. Embora a causa desta síndrome não seja completamente conhecida, ela pode deixá-lo incapaz de gerenciar suas atividades diárias. Não há nenhuma solução rápida, mas muita gente se beneficia com pequenas mudanças na rotina.
Intolerância alimentar
O que você come pode deixá-lo mais cansado. Parece loucura, mas não é! Se você perceber que fica mais sonolento e o cansaço fica pior depois de comer certas coisas, você pode ter uma intolerância alimentar. Converse com o seu médico sobre uma dieta supervisionada para observar se cortando certas coisas do seu cardápio você se sente melhor.
Síndrome das Pernas Inquietas
Mais um distúrbio que atrapalha o seu descanso. Ela causa movimentos excessivos durante o sono e pode deixá-lo super cansado no dia seguinte. É caracterizada por uma sensação desconfortável nas pernas associada a necessidade de movimentá-las e que, muitas vezes, acontece à noite. Também associada a síndrome dos movimentos periódicos dos membros – súbitos movimentos bruscos que ocorrem durante o sono. Existem tratamentos eficazes disponíveis para estas condições.
Perturbações do ritmo circadiano
Para quem não sabe, o ritmo circadiano é o relógio natural do corpo que ajuda a coordenar suas atividades biológicas, independente da presença – ou não – de fatores externos. Se ele está desregulado, você pode sentir-se sonolento nas horas erradas. É muito comum acontecer com pessoas que viajam para destinos com grande diferença de fuso horário.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Insônia danifica região do cérebro ligada à emoção

De acordo com novo estudo, a relação pode justificar a sensação de tristeza após noites mal dormidas



De acordo com o estudo, pessoas com insônia constante apresentaram danos significativos na matéria branca de regiões do cérebro responsáveis pelo controle das emoções e da consciência, quando comparados com indivíduos com sono regular

Não ter uma boa noite de sono danifica o cérebro. Principalmente as partes relacionadas à emoção e à consciência. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Radiology, essa pode ser a explicação para o motivo de você se sentir um pouco depressivo após uma noite de insônia.
Segundo informações do jornal britânico Daily Mail, pesquisadores do Hospital Popular Provincial Guangdong No.2, na China, analisaram o cérebro de 23 pacientes com insônia "primária" (dificuldade em iniciar ou manter o sono e pela sensação de não ter um sono reparador) ou grave, que relataram problemas para dormir por pelo menos um mês. As imagens, que foram captadas por scanners cerebrais de alta tecnologia e mostraram a força das correntes eléctricas no cérebro, foram em seguida comparadas com as de 30 pessoas saudáveis.
Os resultados mostraram diferenças significativas na matéria branca - a "fiação", que conecta as diferentes partes do cérebro - entre os dois grupos. As pessoas que sofriam insônia constante apresentaram sinais de danos na matéria branca do cérebro como um todo, mas as lesões mais severas estavam concentradas no hemisfério direito. Essa é justamente a região que tende a controlar a emoção. Foi observado também uma significativa redução na integridade da matéria branca presente no tálamo, área responsável por regular a consciência, o sono e o estado de alerta.
Os pesquisadores perceberam também que nestes pacientes o corpo caloso - seção que liga os dois hemisférios - não estava funcionando de forma eficaz. e que havia uma perda de mielina, camada protetora ao redor das fibras nervosas.
"A reduzida [atividade] no corpo caloso pode estar relacionada com perturbações emocionais e do sono em pacientes com insônia primária. Isso significa que essa alteração pode estar relacionada ao humor deprimido nestes pacientes", escreveram os autores.
A insônia é comumente associada com fadiga diurna, distúrbios de humor, comprometimento cognitivo e pode levar à depressão e à ansiedade. Isso porque a alteração constante do relógio biológico - mecanismo interno que sincroniza as funções corporais ao padrão de 24 horas de rotação da Terra - pode gerar problemas de saúde em longo prazo. Os resultados do novo estudo sugerem que uma explicação para isso: a alteração do relógio biológico impacta o cérebro negativamente.
"A insônia é um distúrbio extremamente prevalente. No entanto, suas causas e consequências ainda são esquivas. Tratos de substância branca são feixes de axônios - ou fibras longas de células nervosas - que conectam uma parte do cérebro com a outro. Se esses tratos são prejudicados, a comunicação entre as regiões do cérebro é interrompida. " , explicou Shumei Li, líder do estudo.
Como este foi apenas um estudo observacional, os autores afirmam que ainda são necessárias mais pesquisas para confirmar se os danos cerebrais são causa ou consequência da insônia.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Manter uma dieta rica em fibras ajuda a melhorar o sono

De acordo com um novo estudo, ingerir proteínas antes de dormir também contribui para que as pessoas adormeçam mais rapidamente.
Ingerir alimentos ricos em fibras ajuda a dormir melhor. Por sua vez, alimentos ricos em gordura saturada e açúcar, como manteiga e sorvete, estão associados a um sono mais leve e menos restaurador.

Uma dieta rica em fibras pode ajudar a melhorar a qualidade do sono. É o que diz um estudo publicado na edição de janeiro da revista científica Journal of Clinical Sleep Medicine. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, também descobriu que refeições com mais proteína e pouca gordura saturada também contribuem para cair no sono mais rapidamente. "Nossa principal descoberta é que a qualidade da dieta afeta a qualidade do sono", disse Marie-Pierre St-Onge, responsável pelo estudo.
Para o levantamento, os pesquisadores acompanharam 26 adultos com idade média de 35 anos e peso normal. Durante cinco noites, eles dormiram em um laboratório especializado em monitorar o sono. Todos ficaram nove horas na cama (das 22h às 7h) e dormiram, em média, 7h35 por noite. Dados do sono dos participantes foram coletados na terceira noite, depois de três dias de alimentação controlada, e na quinta, após um dia de alimentação livre.
Segundo os resultados, quando consumiram os alimentos recomendados pela nutricionista que eram ricos em proteínas e com baixo teor de gorduras saturadas, os participantes demoraram aproximadamente 17 minutos para dormir. No dia em que os voluntários fizeram refeições por conta própria, eles levaram quase o dobro de tempo para pegar no sono.
"É surpreendente ver que como um único dia com grande ingestão de gordura e pouca fibra pode influenciar negativamente o sono", disse Marie-Pierre. Sabe-se que a má qualidade do sono já foi relacionada a problemas crônicos de saúde como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.
O Ministério da Saúde recomenda a ingestão de 25 gramas de fibras por dia. O feijão preto, por exemplo, tem 15 gramas em cada xícara do nutriente.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Tirar uma soneca reduz o risco de infarto e derrame

Um novo estudo mostrou que dormir pelo menos meia hora depois do almoço reduz a pressão arterial em 5% -- diminuindo, portanto, o risco de infarto e AVC.

Tirar uma soneca de meia hora ou mais durante o dia ajuda a reduzir a pressão sanguínea, o que, consequentemente, diminui o risco de eventos cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). É o que diz um estudo apresentado durante congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, realizado em Londres, na Inglaterra, entre os dias 29 de agosto e 02 de setembro.
O novo estudo, realizado por pesquisadores da Grécia, analisou o efeito da soneca em 386 pacientes com pressão alta e idade média de 61 anos. Os resultados mostraram que os participantes que tiravam uma soneca após o almoço tinham uma pressão sanguínea 5% mais baixa do que aqueles que não tinham esse hábito. Este grupo também apresentou um risco menor de sofrer com danos nas artérias e no coração, decorrentes da pressão alta.
O impacto parece pequeno. Mas não é. Manolis Kallistratos, principal autor da pesquisa e cardiologista no Hospital Geral Asklepieion Voula, em Atenas, na Grécia, ressalta que estudos anteriores mostraram que quedas ainda menores na pressão arterial diminuiram o risco de eventos cardiovasculares em até 10%.
O estudo também encontrou uma associação entre a duração das sonecas e a hipertensão: aqueles que dormiam cerca de uma hora apresentaram os melhores resultados na redução da pressão sanguínea.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Posição que se dorme e a personalidade


Descubra a relação que há entre a posição que você dorme e sua personalidade


Tem aqueles que preferem dormir de barriga pra cima, outros de lado e tem também os que só conseguem de barriga para baixo


O modo como você se posiciona para dormir diz muito sobre sua personalidade, veja!
De Lado (com os braços para frente do corpo)
Considerada a melhor posição para dormir, a pessoa que dorme desse modo é desconfiada e não muda de opinião facilmente. É também daquelas sonhadoras que controla suas emoções.
De Lado (com os braços rentes ao corpo)
Pessoa sociável e ingênua. Muito organizada e com dificuldades para relaxar.
De lado, encolhida (feto)
A postura mais frequente, demonstra timidez, insegurança e sensibilidade.
De barriga para baixo
Típica de quem é ousada e extrovertida, que tem facilidade em fazer amizades, mas que não gosta de ser criticada.
De barriga para cima (com os braços cruzados em cima do abdômen)
Pessoa que está sempre na defensiva e tensa.
De barriga para cima (com os braços embaixo da cabeça)
Demonstra tranquilidade e autoconfiança. Pessoas que dormem dessa forma costumam ser um pouco folgadas.
De barriga para cima (com os braços abertos)
Amigáveis, solícitas, confiantes. As pessoas que dormem dessa forma são bastante discretas.
De barriga pra cima (com os braços retos, rentes ao corpo)
São aquelas pessoas que se cobram demais. São quietas, discretas e não muito relaxadas.

fonte: caras.uol.com.br

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Dormir pouco - ou muito - aumenta a chance de desenvolver doenças do coração, obesidade e diabetes

Nova pesquisa mostra que pessoas que dormem menos de seis ou mais de dez horas por dia podem desenvolver uma série de doenças crônicas

Dormir pode ajudar no aperfeiçoamento de algumas habilidades, mas cientistas não sabem se isso ocorre às custas de outras
Segundo pesquisadores, poucas horas de sono costumam causar problemas psicológicos como ansiedade, stress e depressão, além de favorecer a obesidade. Isso pode acarretar em uma série de doenças crônicas (iStockphoto)
Um novo estudo realizado por pesquisadores americanos encontrou uma relação entre o pouco ou muito tempo de sono e uma série de problemas crônicos de saúde. Segundo os cientistas, pessoas que dormem menos de seis ou mais de dez horas por dia têm maiores chances de desenvolver doença coronariana, diabetes, AVC, ansiedade e obesidade. O estudo foi realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, agência responsável por realizar pesquisas de saúde pública que possam embasar decisões do governo, e publicado na revista SLEEP.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Sleep Duration and Chronic Diseases among US Adults Age 45 Years and Older: Evidence From the 2010 Behavioral Risk Factor Surveillance System

Onde foi divulgada: periódico SLEEP

Quem fez: Janet Croft, entre outros

Instituição: Centro de Controle e Prevenção de Doenças, Estados Unidos

Dados de amostragem: 54.000 americanos com 45 anos ou mais

Resultado: Os pesquisadores descobriram que as pessoas que dormiam menos de seis ou mais de dez horas por noite tinham maiores chances de apresentar sofrimento mental ou obesidade, o que aumentava suas chances de desenvolver diabetes, AVC e doença coronária
Uma série de pesquisas já tentou medir a relação entre os problemas de sono e doenças como AVC e diabetes. Dessa vez, no entanto, os pesquisadores pretenderam analisar como os dois maiores problemas causados pela falta de sono — obesidade e ansiedade — poderiam se relacionar com uma série de doenças crônicas que atingem a população. "Algumas das relações que existem entre o sono não saudável e as doenças crônicas podem ser parcialmente explicadas pelo sofrimento mental frequente causado por esse problema, além do ganho de peso que costuma acontecer entre esses pacientes", diz Janet Croft, pesquisador do CDC e um dos autores do estudo.
Para chegar ao resultado, os cientistas analisaram a saúde de 54.000 americanos com 45 anos ou mais. Quase um terço dos participantes (31%) afirmaram que dormiam poucas horas por dia, ou seja, que não costumavam ter mais de seis horas de sono. Mais de 64% dos participantes afirmaram que tinham um sono ideal e apenas 4% disseram que dormiam demais — mais de dez horas por noite.
Como resultado, os pesquisadores descobriram que os voluntários que dormiam poucas horas registravam um índice maior de obesidade e sofrimento mental, caracterizado por um período grande de ansiedade, stress e depressão. Além disso, eles possuíam uma maior prevalência de doença coronariana , AVC e diabetes do que os indivíduos com horas normais de sono.
Já os voluntários que dormiam muito tiveram índices semelhantes de obesidade e sofrimento mental em comparação aos que dormiam pouco, mas apresentaram quantidades ainda maiores de doença coronária, AVC e diabetes. “Dormir mais não significa necessariamente que você está dormindo bem. É importante entender que tanto a quantidade quanto a qualidade de sono impactam a saúde", afirma Safwan Badr, presidente da Academia Americana para Medicina do Sono.  "Um estilo de vida saudável e equilibrado não se limita a dieta e exercícios; quando e como você dorme é tão importante quanto o que você come ou como se exercita."
Os pesquisadores sugerem que os pacientes que sofrem de alguma dessas doenças crônicas procure, além do tratamento adequado, um médico que possa avaliar seus padrões de sono. "É fundamental que os adultos busquem ter de sete a nove horas de sono por noite para receber seus benefícios de saúde, mas isso é especialmente verdadeiro para aqueles que possuem alguma dessas condições crônicas. Doenças comuns do sono — incluindo a apneia e insônia — ocorrem com frequência entre essas pessoas e podem dificultar sua capacidade de dormir tranquilamente", diz Badr.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Dormir de 7 a 8 horas por dia tem relação com dieta mais saudável

Pessoas que dormem a quantidade de horas recomendada também mantêm uma dieta com maior variedade de nutrientes

Dormir
De acordo com estudo, quem se alimenta melhor tem sono mais saudável (Thinkstock)
Diversos estudos já demonstraram a relação entre o sono e a saúde. Dormir poucas horas por noite, por exemplo, está associado a um risco maior de obesidade e de doenças cardiovasculares e psiquiátricas. Dormir demais, no entanto, também é considerado prejudicial para o desenvolvimento físico e mental. Agora, um novo estudo da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, analisou uma nova vertente dessa relação. Segundo a pesquisa, aquelas pessoas que dormem a quantia recomendada de horas por noite (sete a oito horas) são também aquelas que consomem a maior variedade de alimentos.
Para realizar o estudo, que será publicado no periódico Appetite, os pesquisadores utilizaram dados de 2007 e 2008, provenientes da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (National Health and Nutrition Examination Survey — NHANES), financiada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). O levantamento inclui dados demográficos, socioeconômicos, nutricionais e de saúde. Os 4.548 participantes foram divididos em quatro grupos, de acordo com as horas de sono diárias: “muito pouco” (menos de 5 horas), “pouco” (5 a 6 horas), “padrão” (7 a 8 horas) e “muito” (9 horas ou mais).
Quantidade e qualidade — Em relação à quantidade de calorias (kcal) ingeridas, os dois grupos extremos — o que dormia nove horas ou mais e o que dormia menos de cinco —, consumiram as menores quantidades de calorias (1.926 kcal e 2.036kcal, respectivamente). O grupo considerado normal ingeriu 2.151 kcal, enquanto aqueles que dormiam pouco consumiram a maior quantidade, 2.201 kcal - de acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira (Ministério da Saúde, 2006), a ingestão média diária de calorias para um brasileiro saudável é de 2000 kcal. As pessoas com o sono de duração normal foram aquelas que consumiram a maior variedade de alimentos, seguidas por quem dorme pouco e por aqueles que dormem muito. A menor variedade de alimentos foi ingerida pelos participantes que dormiam muito pouco.
Foram encontradas diferenças nutricionais entre os grupos, mas elas eram guiadas por nutrientes-chaves. Pessoas que dormiam muito pouco consumiam menos água, licopeno (encontrado em alimentos de cor vermelho alaranjada) e carboidratos. Aqueles que dormiam pouco ingeriam menos vitamina C, selênio (micronutriente de frutas secas e carne) e água, mas consumiam mais luteína (caroteóide ligado à coloração amarelo-limão) e zeaxantina (encontrada nos vegetais amarelos, alaranjados, vermelhos e verdes). Já quem dormia mais ingeria menos teobromina (substância encontrada no chocolate e no chá), ácido dodecanóico (um tipo de gordura saturada), colina (nutriente que faz parte do complexo B de vitaminas) e carboidratos, além de mais álcool.
Segundo Michael A. Grandner, integrante da equipe de pesquisadores, não é possível, no entanto, inferir pelos resultados do estudo se é a alimentação que influencia o sono, ou se é o sono que influencia as escolhas nutricionais. “A principal descoberta é o fato de que as pessoas que dormem de 7 a 8 horas têm a dieta mais saudável. Isso sugere que quem se alimenta melhor provavelmente tem quantidades mais saudáveis de sono”, afirma Grandner.
FONTE: veja.abril