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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Curiosidades sobre o cérebro humano


O cérebro é um dos órgãos mais importantes do corpo humano, sem o qual a vida não é possível, no entanto, ainda pouco se sabe sobre o funcionamento deste órgão vital.

Porém, muitos estudos são feitos todos os anos e já se conhecem algumas curiosidades muito interessantes:

Pesa cerca de 1,3 Kg
Embora represente apenas 2% do peso total de um adulto, pesando aproximadamente 1,3 Kg, o cérebro é o órgão que mais oxigênio e energia gasta, consumindo até 20% do sangue rico em oxigênio bombeado pelo coração.

Em alguns casos, quando se está fazendo um prova ou estudando, por exemplo, o cérebro pode chegar a gastar até 50% de todo o oxigênio disponível no corpo.

Tem 160 mil km de vasos sanguíneos
O cérebro não é o maior órgão do corpo humano, no entanto, para receber todo o oxigênio que precisa para trabalhar corretamente, contém muitos vasos sanguíneos que, se fossem colocados frente-a-frente chegariam até 160 mil km, o suficiente para dar 4 voltas completas ao planeta terra.

O tamanho não importa
Pessoas diferentes possuem cérebros com tamanhos diferentes, mas isso não quer dizer que quanto maior o cérebro, maior será a inteligência ou a memória. De fato, o cérebro da humanidade atual é bem menor do que era a 5 mil anos, mas o QI médio tem aumentando ao longo do tempo.

Uma possível explicação para este fato é de que o cérebro está se tornando cada vez mais eficiente para funcionar melhor com um tamanho menor, gastando menos energia.

Usamos mais que 10% do cérebro
Ao contrário da crença popular, o ser humano não utiliza apenas 10% de seu cérebro. De fato, todas as partes do cérebro têm uma função específica e, embora não estejam funcionando todas ao mesmo tempo, quase todas estão ativas durante o dia, ultrapassando rapidamente a marca dos 10%.

Não existe explicação para os sonhos
Quase todo o mundo sonha com algo todas as noites, mesmo que não se lembre no dia seguinte. No entanto, embora seja um acontecimento universal, ainda não existe uma explicação cientifica para o fenómeno.

Algumas teorias apontam que é uma forma de o cérebro se manter estimulado durante o sono, mas outras também explicam que pode ser uma forma para absorver e guardar os pensamentos e memórias que se foi tendo durante o dia.

Não dá para fazer cócegas em você mesmo
Uma das partes mais importantes do cérebro, conhecida como cerebelo, é responsável pelo movimento das várias partes do corpo e, por isso, é capaz de prever sensações, o que faz com que o corpo não tenha uma resposta normal às cócegas feitas pela própria pessoa, já que o cérebro é capaz de saber exatamente onde cada dedo vai tocar na pele.

Não dá para sentir dor no cérebro
Não existem sensores de dor no cérebro e, por essa razão, não é possível sentir a dor de cortes ou pancadas diretamente no cérebro. É por isso que os neurocirurgiões podem fazer cirurgias enquanto se está acordado, sem que a pessoa sinta dor.

No entanto, existem sensores nas membranas e na pele que cobrem o crânio e o cérebro, e é essa dor que se sente quando acontecem acidentes que provocam lesões na cabeça ou durante uma simples dor de cabeça, por exemplo

fonte: tuasaude.com

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Insônia danifica região do cérebro ligada à emoção

De acordo com novo estudo, a relação pode justificar a sensação de tristeza após noites mal dormidas



De acordo com o estudo, pessoas com insônia constante apresentaram danos significativos na matéria branca de regiões do cérebro responsáveis pelo controle das emoções e da consciência, quando comparados com indivíduos com sono regular

Não ter uma boa noite de sono danifica o cérebro. Principalmente as partes relacionadas à emoção e à consciência. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Radiology, essa pode ser a explicação para o motivo de você se sentir um pouco depressivo após uma noite de insônia.
Segundo informações do jornal britânico Daily Mail, pesquisadores do Hospital Popular Provincial Guangdong No.2, na China, analisaram o cérebro de 23 pacientes com insônia "primária" (dificuldade em iniciar ou manter o sono e pela sensação de não ter um sono reparador) ou grave, que relataram problemas para dormir por pelo menos um mês. As imagens, que foram captadas por scanners cerebrais de alta tecnologia e mostraram a força das correntes eléctricas no cérebro, foram em seguida comparadas com as de 30 pessoas saudáveis.
Os resultados mostraram diferenças significativas na matéria branca - a "fiação", que conecta as diferentes partes do cérebro - entre os dois grupos. As pessoas que sofriam insônia constante apresentaram sinais de danos na matéria branca do cérebro como um todo, mas as lesões mais severas estavam concentradas no hemisfério direito. Essa é justamente a região que tende a controlar a emoção. Foi observado também uma significativa redução na integridade da matéria branca presente no tálamo, área responsável por regular a consciência, o sono e o estado de alerta.
Os pesquisadores perceberam também que nestes pacientes o corpo caloso - seção que liga os dois hemisférios - não estava funcionando de forma eficaz. e que havia uma perda de mielina, camada protetora ao redor das fibras nervosas.
"A reduzida [atividade] no corpo caloso pode estar relacionada com perturbações emocionais e do sono em pacientes com insônia primária. Isso significa que essa alteração pode estar relacionada ao humor deprimido nestes pacientes", escreveram os autores.
A insônia é comumente associada com fadiga diurna, distúrbios de humor, comprometimento cognitivo e pode levar à depressão e à ansiedade. Isso porque a alteração constante do relógio biológico - mecanismo interno que sincroniza as funções corporais ao padrão de 24 horas de rotação da Terra - pode gerar problemas de saúde em longo prazo. Os resultados do novo estudo sugerem que uma explicação para isso: a alteração do relógio biológico impacta o cérebro negativamente.
"A insônia é um distúrbio extremamente prevalente. No entanto, suas causas e consequências ainda são esquivas. Tratos de substância branca são feixes de axônios - ou fibras longas de células nervosas - que conectam uma parte do cérebro com a outro. Se esses tratos são prejudicados, a comunicação entre as regiões do cérebro é interrompida. " , explicou Shumei Li, líder do estudo.
Como este foi apenas um estudo observacional, os autores afirmam que ainda são necessárias mais pesquisas para confirmar se os danos cerebrais são causa ou consequência da insônia.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Sedentarismo aos 40 prejudica a saúde do cérebro

De acordo com um novo estudo, pessoas sedentárias na meia-idade podem ter redução do volume cerebral e envelhecimento acelerado

Ser sedentário aos 40 anos pode contribuir para o envelhecimento e redução do volume cerebral na terceira idade. É o que diz um estudo publicado recentemente na revista científica Neurology.
A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, analisou 1.583 pessoas, com, em média 40 anos, sem demência ou doenças cardíacas. Todos os participantes realizaram um teste de esforço na esteira e foram submetidos a tomografias do cérebro. Duas décadas depois, os procedimentos foram repetidos.
Os resultados mostraram que as pessoas que tiveram pior desempenho no primeiro teste de esforço apresentaram um menor volume cerebral na tomografia realizada 20 anos mais tarde.
O desenvolvimento de problemas cardíacos também se mostrou um indicador de aceleração do envelhecimento cerebral. Os participantes que não tinham problemas cardíacos nem usavam medicamentos para pressão alta apresentaram o equivalente a um ano de envelhecimento acelerado do cérebro. Por outro lado, aqueles que tinham problemas no coração ou usavam medicação para pressão apresentaram o equivalente a dois anos de envelhecimento cerebral.
"Encontramos uma correlação direta entre má forma física e o volume do cérebro nas décadas seguintes, o que indica envelhecimento acelerado.Além disso, os resultados sugerem que um bom condicionamento físico na meia-idade pode ser particularmente importante para milhões de pessoas ao redor do mundo que já têm alguma evidência de doenças cardíacas.", disse Nicole Spartano, principal autora do estudo.
Os autores também descobriram que as pessoas cuja pressão sanguínea e frequência cardíaca subiam de forma mais acelerada no primeiro teste de esforço corriam um risco aumentado de ter cérebros menores 20 anos depois.
A redução do volume e o envelhecimento cerebral são processos naturais do envelhecimento humano. No entanto, essa atrofia está associada ao declínio cognitivo e ao aumento do risco de demência. Cientistas argumentam que a prática de atividade física pode reverter essa deterioração.
Embora este seja apenas um estudo observacional que mostra apenas uma associação entre as condições, os autores ressaltam que é preciso lembrar que as escolhas de saúde e estilo de vida feitas pelas pessoas podem ter consequências muitos anos depois.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Peixes e frutos do mar protegem o cérebro do Alzheimer

Portadores do gene ApoE4, um fator genético de risco para o Alzheimer, que ingeriam peixe e frutos do mar pelo menos uma vez por semana tinham menores quantidades de proteínas nocivas no cérebro(Thinkstock/VEJA)
Estudo mostra que o mercúrio nestes alimentos não prejudica o cérebro.
O efeito protetor revelou-se especialmente benéfico em portadores de um gene de risco associado à doença
Consumir ao menos uma porção de peixe ou frutos do mar por semana ajuda a proteger o cérebro do Alzheimer. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of the American Medical Association (Jama), tal efeito mostrou-se especialmente benéfico em pessoas portadoras do gene ApoE4, um fator de risco para a doença.
Pesquisadores do Centro Médico da Universidade Rush, nos Estados Unidos, analisaram uma base de dados com informações de 300 pessoas que preencheram questionários regulares sobre sua dieta e se submeteram a avaliações neurológicas anualmente, a partir de 1997. Os participantes concordaram em doar seus cérebros para pesquisa após a morte e entre 2004 e 2013, período em que os voluntários faleceram, foram realizadas autópsias que possibilitaram a medição dos níveis de mercúrio no cérebro e a presença de placas e emaranhados característicos do Alzheimer. Já os questionários permitiram que os autores soubessem a quantidade de peixe consumida semanalmente pelos participantes.
"O consumo de frutos do mar é recomendado por causa de seus muitos benefícios à saúde, mas eles também são uma fonte de mercúrio, um conhecido neurotóxico que talvez possa aumentar o risco de neuropatologias associadas à demência. Assim, nesse estudo, queríamos relacionar os níveis de mercúrio no cérebro tanto com o consumo de frutos do mar, quanto com as neuropatologias ligadas ao mal de Alzheimer, à demência vascular e à demência com corpos de Lewy", disse Martha Clare Morris, líder da pesquisa.

Os resultados mostraram que as pessoas que consumiam peixe ou frutos do mar uma vez por semana realmente tinham níveis de mercúrio no cérebro mais altos, em comparação àqueles que ingeriam menos peixe. Entretanto, estes níveis não se mostraram prejudiciais neurologicamente. Além disso, portadores do gene ApoE4 que ingeriam estes alimentos pelo menos uma vez por semana tinham menores quantidades de proteínas nocivas em seu cérebro.
O ApoE4 é considerado um fator de risco para o desenvolvimento de Alzheimer que afeta cerca de 30% da população em geral. No estudo, 22,7% dos participantes carregavam ao menos uma cópia deste gene. Os autores acreditam que o efeito protetor dos peixes e frutos do mar foram maiores nestes pacientes, pois eles eram mais propensos a ter placas de proteína no cérebro.
"Descobrimos que o consumo de uma ou mais refeições de peixe e frutos do mar por semana foi correlacionado com maiores níveis de mercúrio no cérebro, mas esses níveis não foram associados a qualquer neuropatologia. Além disso, o consumo de uma ou mais refeições destes alimentos por semana foi associada com um fardo menor de neuropatologias ligadas ao Alzheimer, mas só em pessoas que tinham a variante APOE4 do gene que produz a apolipoproteína E", conta Martha. A apolipoproteína E é uma das principais associadas ao risco de desenvolvimento do Alzheimer.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dieta mediterrânea faz bem ao cérebro

Novo estudo revela que esse tipo de alimentação pode trazer benefícios funções cognitivas e memórias

O azeite como principal fonte de gordura é um dos segredos da dieta mediterrânea(Thinkstock/VEJA)

Não é novidade que a dieta mediterrânea faz bem. Desde a década de 80, inúmeras pesquisas comprovam seus efeitos positivos para a saúde, como a capacidade de prevenir contra diabetes, colesterol ruim e câncer. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Hospital Clinic, em Barcelona, porém, mostrou que os benefícios do estilo alimentar vai além. O trabalho, publicado nesta semana na revista científica The Journal of American Medical Association (Jama), revelou que a dieta também pode ser benéfica para o cérebro, melhorando funções cognitivas e prevenindo contra a perda de memória.
Durante o experimento, 447 homens e mulheres, com idade entre 55 e 80 anos, tiveram de adotar novos hábitos alimentares durante quatro ano. Um primeiro grupo seguiu a dieta mediterrânea utilizando um litro de azeite de oliva por semana. Um segundo grupo adotou o mesmo tipo de dieta, mas utilizando outro alimento - 30 gramas de nozes por dia. Um último grupo seguiu uma dieta com baixo teor de gordura. Todas as pessoas eram saudáveis, mas com histórico familiar de problemas cardíacos na família.
O estudo analisou o efeito da alimentação de cada grupo ao pedir para que todos eles realizassem testes cognitivos. Os dois grupos que adotaram a dieta mediterrânea tiveram melhor desempenho nas atividades em comparação ao grupo que fez uma dieta com baixo teor de gordura. Aqueles que consumiram mais azeite de oliva tiveram mais sucesso nos testes de memória e os que se alimentaram de nozes apresentaram resultados positivos nas funções executivas do cérebro, como planejamento de atividades complexas. Em contrapartida, o grupo que não adotou a dieta mediterrânea mostrou enfraquecimento em algumas medidas cognitivas.
Composta por alimentos típicos das regiões banhadas pelo mar mediterrâneo (sul da Europa, norte da África e sudoeste da Ásia), a dieta tem o azeite como principal fonte de gordura e é rica em alimentos de origem vegetal, como pão, massas, hortaliças, legumes e fruta fresca. Diz o nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo: "Essa dieta faz parte do estilo de vida mediterrâneo, que não incorpora somente os hábitos alimentares, mas uma rotina menos agitada, na qual as refeições são realizadas em um ritmo mais lento". Além disso, é comum que essas pessoas realizem exercícios físicos moderados diariamente, como uma caminhada com duração de 30 minutos. Não resta a menor dúvida de que o estilo mediterrâneo faça bem à saúde.

FONTE: veja.abril.com.br

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Cafeína pode melhorar a memória, diz estudo

Segundos os autores, o efeito pode durar até 24h após o consumo


Consumo de cafeína melhorou a capacidade dos participantes em se lembrar de imagens e reconhecer pequenas diferenças entre elas
Consumo de cafeína melhorou a capacidade dos participantes em se lembrar de imagens e reconhecer pequenas diferenças entre elas (Thinkstock)
No chá, no café ou no refrigerante, a cafeína é consumida por muitas pessoas por sua conhecida capacidade estimulante. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, descobriram que a substância tem mais uma propriedade: melhoria da memória. O estudo, publicado neste domingo no periódico Nature Neuroscience, mostrou que a cafeína fortaleceu alguns tipos de memória por até 24 horas após seu consumo.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Post-study caffeine administration enhances memory consolidation in humans

Onde foi divulgada: periódico Nature Neuroscience

Quem fez: Daniel Borota, Elizabeth Murray, Gizem Keceli, Allen Chang, Joseph M Watabe, Maria Ly, John P. Toscano e Michael A Yassa

Instituição: Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e outras

Dados de amostragem: 44 pessoas que não consomem cafeína regularmente

Resultado: Os participantes que tomaram uma pílula de cafeína se saíram melhor em testes de memória
"Nós sempre soubemos que a cafeína tinha um efeito positivo sobre a cognição, mas essa ação em particular, de tornar a memória mais resistente ao esquecimento, nunca tinha sido estudada com detalhe em humanos", afirma Michael Yassa, professor da Universidade Johns Hopkins e um dos autores do estudo.
A pesquisa foi realizada com 44 pessoas que não consumiam cafeína regularmente. Divididas em dois grupos, elas receberam um comprimido de 200 miligramas de cafeína (o que corresponde a duas xícaras de café pequenas) ou placebo 5 minutos depois de estudar uma série de imagens. Amostras de saliva foram colhidas antes da ingestão dos comprimidos e novamente depois de uma, três e 24 horas.




Atenção aos detalhes – No dia seguinte à ingestão, a capacidade dos participantes de reconhecer as imagens foi testada. Algumas imagens foram repetidas exatamente como na véspera, outras eram novas e algumas parecidas, mas com detalhes diferentes. O grupo que consumiu cafeína identificou melhor imagens como "similares", e não "iguais".
De acordo com os autores, a capacidade do cérebro de reconhecer a diferença entre dois objetos parecidos, mas não idênticos, reflete um nível mais profundo de retenção de memória. "Se tivéssemos feito um teste sem esses itens similares, poderíamos não ter encontrado os efeitos da cafeína", diz Yassa. "O uso desses recursos requer que o cérebro faça uma discriminação mais elaborada, que parece ser o processo influenciado pela cafeína." Ele afirma que o próximo passo será tentar decifrar o mecanismo cerebral ligado a essa melhora na capacidade de memorização.