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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Atividade física regular reduz o risco de câncer

De acordo com um novo estudo, a prática regular de exercício diminui em 7% a probabilidade de desenvolver qualquer tipo de tumor


Praticar atividades físicas regularmente reduz o risco de desenvolver 13 tipos de câncer. De acordo com o estudo publicado na revista científica JAMA Internal Medicine, a prática de exercícios está associada a uma redução de 7% na probabilidade de desenvolver qualquer tipo de tumor.
"Nossos resultados mostram que a relação entre exercício e redução do risco de câncer pode ser generalizada em diferentes grupos de pessoas, incluindo aquelas com sobrepeso e as que foram fumantes", explicou Steven Moore, principal autor do estudo.
A pesquisa, realizada pelo Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos, revisou 12 estudos americanos e europeus feitos entre 1987 e 2004, com 1.4 milhão de participantes. Durante cerca de onze anos de acompanhamento, 186.932 casos da doença foram diagnosticados entre os participantes. Em seguida, os autores relacionaram os dados sobre a prática de atividade física com o risco de desenvolvimento de 26 tipos de câncer.
Os resultados apontaram que uma vida ativa fisicamente está associada a um menor risco no desenvolvimento de pelo menos 13 tipos de câncer. Por exemplo, a prática de exercícios está relacionada à uma redução de 42% no risco de câncer de esôfago e 25% no caso de tumores no fígado e pulmão. Em média, a prática regular de exercício físico estava associada à redução de 7% no risco de desenvolver qualquer tipo de câncer.
Por outro lado, a atividade física regular foi associada a um aumento em dois tipos de câncer: próstata (+5%) e melanoma (+27%). No caso do melanoma, tipo agressivo e letal de câncer de pele, o índice foi observado apenas em regiões onde há alta incidência de raios UV e os autores acreditam que esse aumento esteja relacionado à prática de atividade física ao ar livre. Já em relação ao câncer de próstata, não há uma hipótese de relação direta, mas os autores acreditam que homens que se exercitam mais também tendem a se cuidar mais e, assim, são mais diagnosticados.
Na maioria dos casos, a relação entre atividade física e redução do risco de câncer foi mantida independente do peso e do hábito de fumar dos participantes. As atividades às quais o estudo se refere são: caminhar, correr, nadar ou pedalar, em um ritmo que pode ir de pausado a intenso, durante 150 minutos por semana.
"Estes resultados sustentam a promoção da atividade física como um componente chave dos esforços de prevenção e controle do câncer em toda a população.", disse Moore. Apesar dos resultados, os autores advertem que fatores como dieta, tabagismo entre outros, podem afetar o risco de desenvolvimento de tumores.

domingo, 20 de setembro de 2015

Consumo de azeite extra virgem reduz risco de câncer de mama

Segundo novo estudo, mulheres que seguem a dieta mediterrânea enriquecida com azeite de oliva extra virgem correm um risco 68% menor de desenvolver tumores nas mamas
Seguir uma dieta mediterrânea com ingestão adicional de azeite extra virgem ou nozes também contribuiu para o aumento da expectativa de vida e redução de 30% no risco de doenças cardiovasculares nas mulheres participantes do estudo(Thinkstock/VEJA)

Seguir uma dieta mediterrânea rica em azeite de oliva extra virgem ajuda a reduzir o risco de câncer de mama. É o que diz um estudo publicado na última edição da revista científica JAMA Internal Medicine.
O novo estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Navarra, na Espanha, foi realizado com 4 282 mulheres, com idade média de 68 anos. Durante a pesquisa, as participantes foram divididas em três grupos que receberam as seguintes orientações: o primeiro deveria seguir a dieta mediterrânea, com consumo de uma quantidade maior de azeite extra virgem; o segundo seguiria a mesma alimentação mas, em vez do azeite, deveria consumir uma quantidade adicional de nozes; e o terceiro, denominado grupo de controle, recebeu a indicação de seguir uma dieta com baixo consumo de gordura.
Durante a pesquisa, as participantes do primeiro grupo receberam um litro de azeite de oliva por semana e as do segundo receberam 7,5 gramas de nozes e 7,5 gramas de amêndoas, também por semana. Após cinco anos, os resultados mostraram que as voluntárias do grupo do azeite reduziram em 68% seus riscos de desenvolver câncer de mama, em comparação com as participantes do grupo de controle. No entanto, não houve redução nos riscos da doença nas participantes do grupo das nozes, em comparação com aquelas que seguiram uma dieta com baixo consumo de gordura.
O estudo, que tinha como objetivo analisar os efeitos da dieta mediterrânea no risco de doenças cardiovasculares, já havia mostrado que ambas as dietas - com ingestão adicional de azeite extra virgem ou nozes - contribuíram para o aumento da expectativa de vida e da redução de 30% no risco de doenças cardiovasculares nas voluntárias.
Os pesquisadores ressaltam que todas as participantes do estudo viviam na Espanha, onde a dieta mediterrânea já faz parte da alimentação da população. Além disso, as pacientes tinham um risco aumentado de doenças cardiovasculares (foco principal do estudo) e não de câncer de mama. Por isso, eles não conseguiram determinar com certeza se os efeitos preventivos foram proveniente do consumo adicional de azeite extra virgem ou da dieta mediterrânea em si.
"Os resultados da pesquisa sugerem que há um efeito benéfico em seguir a dieta mediterrânea com um consumo adicional de azeite extra virgem na prevenção primária do câncer de mama. No entanto, estes resultados têm de ser confirmados por estudos de longo prazo com um número maior de casos incidentes", afirmou Miguel A Martínez-González, principal autor do estudo.

Dieta mediterrânea - A dieta mediterrânea é rica em frutas, verduras, legumes, nozes e castanhas, peixes, carne magra, azeite e vinho. A diferença entre o azeite de oliva extra virgem e o azeite comum é que o primeiro é extraído das azeitonas de forma mecânica, sem o uso de calor ou produtos químicos adicionais que podem alterar suas propriedades.

FONTE: veja.abril.com.br

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Caminhadas diárias reduzem risco de câncer de mama

Pesquisa apontou que quem anda uma hora diariamente diminui risco da doença em 14%
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