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sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Prevenindo Quedas em Casa



As quedas são uma das principais causas de acidentes entre idosos e podem trazer consequências sérias, impactando diretamente a qualidade de vida. Embora nem sempre sejam evitáveis, é possível tomar medidas de precaução para reduzir os riscos e proteger a saúde de quem está na terceira idade.

Consequências das Quedas para os Idosos

Uma queda pode gerar consequências que vão além do impacto físico imediato. Entre os principais riscos, estão:

1.Fraturas e Lesões: Ossos mais frágeis, como o fêmur e os do quadril, são mais suscetíveis a fraturas, o que pode exigir longos períodos de recuperação e até mesmo intervenções cirúrgicas.

2.Perda de Mobilidade: Em muitos casos, a queda pode levar a uma perda temporária ou permanente de mobilidade, dificultando atividades cotidianas e prejudicando a independência do idoso.

3.Medo de Cair Novamente: Após uma queda, o idoso pode desenvolver medo de novos acidentes, levando à redução das atividades diárias e ao isolamento social, o que impacta negativamente a saúde emocional.

4.Risco de Complicações Médicas: Fraturas e lesões podem causar complicações, como infecções e problemas de circulação, especialmente em casos de recuperação prolongada.

Principais Cuidados para Evitar Quedas

Evitar quedas dentro de casa é fundamental para preservar a segurança dos idosos. Abaixo estão algumas orientações para minimizar os riscos:

  • Mantenha o Ambiente Organizado: Remova tapetes soltos e evite o acúmulo de objetos no chão. Qualquer item que possa causar tropeços deve ser reorganizado ou removido.
  • Use Iluminação Adequada: A má iluminação dificulta a visão de obstáculos. Instale luzes adequadas em corredores, banheiros e quartos, e mantenha uma luz noturna acesa para facilitar a mobilidade durante a noite.
  • Apoios e Barras de Segurança: Em locais como o banheiro, instalar barras de apoio pode oferecer uma ajuda essencial, especialmente ao sair do chuveiro ou da banheira.
  • Superfícies Antiderrapantes: Use tapetes antiderrapantes em áreas úmidas e evite pisos encerados, pois podem escorregar facilmente.
  • Calçados Apropriados: Incentive o uso de sapatos fechados com solas antiderrapantes. Evite chinelos soltos ou escorregadios, que podem aumentar o risco de quedas.

O que Fazer em Caso de Queda?

Se uma queda acontecer, o idoso deve ser examinado por um médico, mesmo que pareça bem, para descartar lesões internas. É importante que familiares e cuidadores sejam orientados sobre como agir nesse momento:

• Fique Calmo e Verifique a Respiração e Consciência: Avalie a condição da pessoa e se há dores intensas ou sinais de fraturas.

• Não Tente Movê-lo Imediatamente: Se houver suspeita de fratura, aguarde socorro médico para não agravar a lesão.

• Informe o Médico sobre o Ocorrido: Um exame completo poderá identificar possíveis lesões e recomendar o tratamento adequado.

Com esses cuidados, é possível aumentar a segurança do idoso dentro de casa e prevenir acidentes que podem afetar sua saúde e autonomia.


Imagem: Freepik


sexta-feira, 7 de junho de 2024

O Pâncreas: Funções, Problemas Comuns e Cuidados



O pâncreas é uma glândula localizada no abdômen, atrás do estômago. Ele desempenha duas funções principais:

  • Função Endócrina
    Produz hormônios como a insulina e o glucagon, que regulam os níveis de açúcar no sangue.

  • Função Exócrina
    Secreta enzimas digestivas que ajudam na decomposição de alimentos no intestino delgado.


Problemas Comuns do Pâncreas

  • Pancreatite
    Inflamação do pâncreas que pode ser aguda ou crônica. A pancreatite aguda ocorre repentinamente e pode ser grave, enquanto a pancreatite crônica é uma condição de longo prazo que pode levar a danos permanentes.

  • Diabetes
    A diabetes tipo 1 ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente, enquanto a diabetes tipo 2 é geralmente associada à resistência à insulina.

  • Câncer de Pâncreas
    Uma condição grave onde células cancerosas se formam nos tecidos do pâncreas.

Como Evitar Problemas Pancreáticos

  • Adotar uma Dieta Saudável
    Consuma alimentos ricos em fibras, frutas, vegetais e grãos integrais. Evite alimentos ricos em gorduras saturadas e trans.

  • Evitar o Consumo Excessivo de Álcool
    O abuso de álcool é uma das principais causas de pancreatite.

  • Manter um Peso Saudável
    A obesidade aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e outras condições que afetam o pâncreas.

  • Não Fumar
    O tabagismo está associado a um maior risco de câncer de pâncreas.

  • Controlar o Colesterol e Triglicerídeos
    Níveis elevados dessas substâncias podem contribuir para problemas pancreáticos.


Cuidados para Quem Tem Problemas no Pâncreas

Seguir a Orientação Médica: É essencial seguir as orientações do médico e tomar os medicamentos prescritos corretamente.

  • Ajustes na Dieta
    Pode ser necessário ajustar a dieta para reduzir a ingestão de gorduras e aumentar o consumo de alimentos fáceis de digerir.

  • Hidratação Adequada
    Beber bastante água ajuda a manter o funcionamento adequado do organismo.

  • Monitoramento Regular
    Realizar exames regulares para monitorar a saúde do pâncreas e detectar possíveis problemas precocemente.

  • Evitar Estresse
    O estresse pode agravar os sintomas e complicar o tratamento, por isso é importante encontrar maneiras de relaxar e manter uma atitude positiva.


Palavras de Encorajamento


Enfrentar problemas de saúde pode ser desafiador, especialmente quando envolve um órgão tão importante como o pâncreas. É fundamental buscar apoio de familiares, amigos e profissionais de saúde. Lembre-se de que muitas condições podem ser gerenciadas com o tratamento adequado e mudanças no estilo de vida. Manter uma atitude positiva e cuidar bem de si mesmo(a) são passos importantes para uma recuperação bem-sucedida.


Imagem: Freepik

quinta-feira, 15 de julho de 2021

A importância da vacinação



Muitos estão preocupados se devem ou não se vacinar em meio ao caos que se instala no mundo atualmente.

Mas a real situação é que existem outras doenças podendo ser tão graves como a COVID-19 e que afetam o sistema imunológico podendo causar graves problemas e sequelas.

As vacinas estimulam a produção das defesas do organismo por meio de anticorpos específicos. Logo, ensinam o corpo a se defender contra o vírus. Quando o vírus se instala no corpo o sistema de defesa é reativado pelo nosso sistema imunológico, fazendo com que a ação do vírus seja limitada ou totalmente eliminada antes que a doença se instale totalmente no corpo do indivíduo.

Por conta da COVID-19, a vacina da gripe ganhou um reforço neste ano, pois estão prevenindo as doenças que afetam o sistema imunológico e que protegem o organismo contra infecções e bactérias. Inclusa na carteirinha de vacinação, que é viável levá-la no dia da vacinação, está à vacina da Febre Amarela.

Enquanto aguardamos ansiosos para tomar a vacina da COVID-19, devemos ter em mãos a nossa carteirinha de vacinação para reconhecimento de quais vacinas devemos tomar. Inclusa nelas está à vacina da Febre Amarela.

Cabe a nós deixarmos nosso sistema imunológico saudável, incluindo alimentos ricos em nutrientes e micronutrientes, tomarmos vitamina D (ou até mesmo tomar sol), evitar o tabagismo e consumo de álcool, a prática de exercícios físicos e também a consulta com psicólogos para combate à depressão e ansiedade.

Quanto a vacinação em crianças, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu uma nota recomendando a vacinação mesmo com a pandemia.

Em tempos de pandemia pela nova Corona vírus é importante manter em dia a vacinação de rotina, garantindo a sua segurança e a da sua família.


Como a vacina atua no nosso corpo?

Quando nos vacinamos, apresentamos ao nosso corpo um antígeno até então desconhecido. O corpo passa, com isso, a produzir anticorpos contra ele. Nesse primeiro momento, a produção de anticorpos é relativamente lenta. Além da produção de anticorpos, o organismo produz células de memória, ou seja, células que, ao serem expostas novamente ao mesmo antígeno, serão capazes de produzir anticorpos mais rapidamente.

Em virtude da presença de células de memória, uma pessoa vacinada consegue que seu sistema imune atue de maneira mais rápida, evitando que a doença se desenvolva. Assim sendo, a vacina atua como um agente preventivo, devendo ser utilizada antes do contágio. Ela é considerada uma forma de imunização ativa, pois estimula nosso organismo a produzir substâncias de defesa.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Infecção Urinária

A infecção urinária (também chamada de cistite) é a presença de bactérias, fungos, vírus ou microrganismos em qualquer parte do trato urinário. Quando não tratada adequadamente, pode causar complicações — levando à infecção dos rins e infecção das vias urinárias superiores (pielonefrite).

A infecção ocorre quando os microorganismos se multiplicam ao redor da uretra e conseguem se infiltrar no canal da urina até chegar à bexiga, provocando a infecção. Na maioria dos casos a causa principal é provocada por uma bactéria que integra a flora intestinal (Escherichia coli).

A infecção ocorre principalmente em mulheres de todas as idades e sexualmente ativas.



Sintomas da Infecção Urinária

  • Dor e ardência ao urinar
  • Micções urinárias muito freqüentes e de pequeno volume
  • Urina com mau cheiro, cor opaca e filamentos de muco
  • Dor na uretra e pélvis
  • Presença de sangue na urina
  • Febres, calafrios e náuseas em alguns casos

Causas da Doença

A principal causa é a bactéria Escherichia coli presente na flora intestinal.  Como a vagina fica muito próxima ao ânus; e a uretra, que conduz a urina para fora da bexiga, é mais curta que a dos homens. Ou seja, tudo facilita para que as bactérias que contaminam a região anal atinjam a bexiga e os órgãos mais internos se não forem rapidamente eliminadas.

Tratamento

O tratamento deve ser indicado pelo médico após confirmação diagnóstica. Geralmente é feito com antibióticos, uma vez que se trata de uma infecção bacteriana. No caso das cistites, o tratamento é de curta duração, de um a três dias. Se a infecção for mais complicada, pode durar duas semanas ou mais e até envolver internação hospitalar para tratamento endovenoso.


Há também outros fatores que podem facilitar a infecção:

  • Corpos estranhos: sondas e cálculos (pedras nos rins)
  • Introdução de objetos na uretra
  • Doenças sexualmente transmissíveis e infecções ginecológicas
  • Baixa imunidade
  • Ingerir pouco líquido e ficar muito tempo sem urinar
  • Falta de higiene
  • Hereditariedade

Prevenção da Infecção Urinária

Existem alguns cuidados que podem prevenir a infecção:

  • Cuidados com a higiene pessoal
  • Evitar transportar as bactérias da região anal para a uretra
  • Lavar as mãos antes e após de utilizar o banheiro
  • Na higiene íntima as mulheres e meninas devem lavar-se sempre na direção da frente para trás
  • Ingerir bastante água, pelo menos de 2 litros por dia e não reter a urina.
  • Durante o período menstrual os absorventes devem ser trocados várias vezes, pois o sangue menstrual é um meio de proliferação de bactérias. Evite absorvente interno.
  • Após o ato sexual, é recomendado que a mulher esvazie a bexiga o quanto antes para evitar proliferação de bactérias

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Refluxo

Não exagerar nas refeições e evitar bebidas gasosas são formas de conter o problema, causado pela ida do suco gástrico ao esôfago

Patricia Orlando
Refluxo: problema acomete 20% dos brasileiros
Refluxo: problema acomete 20% dos brasileiros (Thinkstock)
Sensação de que a comida não caiu bem no estômago e quer pegar o caminho de volta, acompanhada de azia e queimação, são sintomas de refluxo gastroesofágico, um problema digestivo que acomete 20% dos brasileiros.
O refluxo se manifesta quando uma válvula chamada esfíncter, que tem a função de impedir que o suco gástrico vá para o esôfago, não funciona corretamente e abre sem necessidade. Parte da comida e do suco gástrico pode voltar ao esôfago e causar queimação.
De acordo com o gastroenterologista Joaquim Prado Moraes Filho, professor-livre docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ainda não se sabe por que o esfíncter não exerce corretamente sua função. “O que sabemos é que a genética é um fator importante para o aparecimento do problema”, diz.
Sintomas — Além de azia e da sensação de que a comida está voltando para a boca, o refluxo pode apresentar outros sintomas. “O suco gástrico pode ir para o pulmão, por exemplo, e causar asma, tosse seca e soluço”, diz Ricardo Barbuti, gastroenterologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Também pode haver problemas odontológicos por causa da acidez do suco gástrico. Um exemplo é a perda da dentina, camada interna que envolve o nervo, o que leva à sensibilidade dos dentes.
Se não tratado, o refluxo prejudica a qualidade de vida da pessoa, porque dores e azia tendem a piorar com o tempo. Além disso, sem tratamento, o problema pode evoluir para a esofagite, caracterizada por machucados no esôfago, a para o chamado Esôfago de Barret, uma alteração no tecido do órgão que causa câncer. 
Tratamento — O primeiro passo é evitar o consumo de alimentos gordurosos, doces e bebidas gasosas. O tratamento farmacológico pode ser feito pontualmente ou cronicamente, de acordo com a gravidade da esofagite. “O tratamento com medicamentos é baseado em drogas que diminuem a secreção de ácido no estômago e nos pró-cinéticos, que aceleram o esvaziamento gástrico e tendem a contrair o esfíncter, dificultando a sua abertura sem necessidade”, diz o gastroenterologista Giovanni Faria Silva, professor da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB). Nos casos mais graves, uma cirurgia pode fazer o esfíncter voltar a funcionar corretamente.