sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Quando a casa se enche de amor




Hoje minha casa vai ficar mais alegre.

Meus netos vêm almoçar, e só de saber que eles estarão aqui já sinto uma felicidade diferente. A casa parece ganhar vida quando recebo alguém da minha família.

Não é preciso preparar uma grande festa. Às vezes, basta colocar a mesa, preparar uma comida gostosa e esperar por aqueles que amamos.

Gosto desses momentos em que a casa fica cheia de conversa, risadas e histórias. Gosto de ouvir meus netos contando suas novidades, de saber o que estão fazendo, o que aprenderam, os planos que têm.

Para mim, receber a família em casa é uma das pequenas grandes alegrias da vida.

Com o passar dos anos, aprendemos a dar mais valor a esses momentos. Talvez porque entendamos que o tempo passa depressa e que cada encontro se transforma em uma lembrança que guardaremos no coração.

Minha casa pode ter seus móveis, suas plantas, seus objetos e tudo aquilo que gosto de cuidar. Mas percebo que ela fica realmente bonita quando tem gente dentro dela.

Uma casa não é feita apenas de paredes e objetos. Ela também é feita das pessoas que entram pela porta e deixam um pouco de amor por onde passam.

E há algo muito especial em poder receber os filhos, os netos, os irmãos, os sobrinhos ou aqueles amigos que já fazem parte da nossa família do coração.

Aos 86 anos, sinto uma gratidão enorme por ainda poder viver esses momentos. Cada almoço, cada café, cada conversa e cada abraço se tornam presentes que a vida me oferece.

Hoje, quando meus netos chegarem, talvez a mesa fique um pouco mais cheia, a conversa um pouco mais barulhenta e a casa um pouco mais movimentada.

E eu vou gostar de tudo isso.

Porque quando as pessoas que amamos chegam, a casa se enche de amor.

E quando elas vão embora, ficam as lembranças, e aquela vontade gostosa de esperar pelo próximo encontro. 

Jandira


Imagem: Magnific

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A alegria de se arrumar para si mesma



Quem disse que precisamos esperar uma ocasião especial para nos sentirmos bonitas?

Durante muitos anos, talvez tenhamos nos arrumado pensando em um compromisso, uma festa, uma visita ou em agradar alguém. Mas chega um momento em que descobrimos uma coisa muito gostosa: também podemos nos arrumar simplesmente porque queremos nos sentir bem.

Colocar uma roupa que gostamos, arrumar os cabelos, passar um batom, escolher um perfume ou colocar um brinco bonito pode parecer algo pequeno, mas pode mudar o nosso humor.

E não estou falando de tentar parecer mais jovem.

Estou falando de olhar para nós mesmas com carinho, respeitando a idade que temos e valorizando a mulher que nos tornamos.

Eu gosto de cuidar da minha casa, escolher as coisas que deixam meus ambientes bonitos e também gosto de me cuidar. São pequenas atitudes que me fazem sentir bem e mostram que ainda tenho prazer em celebrar a vida.

Não precisamos esperar uma festa para usar aquela roupa bonita que está guardada no armário.

Não precisamos esperar uma visita para colocar perfume.

E não precisamos esperar que alguém nos diga que estamos bonitas.

Podemos fazer tudo isso por nós mesmas.

Aos 86 anos, aprendi que vaidade também pode ser uma forma de alegria. É acordar, olhar no espelho e pensar: “Hoje quero ficar bonita para mim.”

Talvez nossas pernas já não sejam as mesmas, nossos cabelos tenham mudado e nosso rosto carregue as marcas de muitos anos. Mas cada uma dessas marcas conta uma história.

Envelhecer não apaga nossa feminilidade, nossa elegância ou nossa vontade de nos sentirmos bonitas.

Por isso, minhas amigas, que tal hoje escolhermos uma roupa de que gostamos, passarmos um pouco de perfume e nos arrumarmos sem precisar de nenhuma ocasião especial?

A ocasião somos nós.

Porque cuidar de si mesma não é vaidade demais. É reconhecer que a nossa própria companhia também merece carinho.


Jandira


Imagem: Magnific