Esta semana eu fiquei ansiosa.
O sinal da internet caiu várias vezes. Ia e voltava. Voltava e caía de novo.
Pode parecer exagero para alguns, mas para mim não foi.
Eu senti um aperto, uma inquietação. Uma sensação de impotência.
Percebi o quanto a internet se tornou essencial na minha vida, na vida do idoso, principalmente para aquele que vive sozinho.
Antigamente, quando o telefone fixo não funcionava, a gente ainda podia esperar o carteiro, conversar com o vizinho no portão, resolver as coisas pessoalmente. Hoje, quase tudo depende de conexão.
É pela internet que converso com meus filhos e netos.
É por ela que marco exames médicos, vejo meus e-mails, pago contas, leio notícias faço minhas aulas de tecnologia, inglês e crochê e faço meu blog.
Sem internet, parece que o mundo continua girando… mas nós ficamos parados.
A vida murcha um pouco.
Não é apenas tecnologia. É vínculo. É autonomia. É independência.
Para quem vive só, a internet não é luxo, é companhia. É segurança. É presença.
Quando ela falha, não é apenas o sinal que cai. Cai também aquela sensação de estar conectado ao mundo.
Percebi que precisamos da internet, sim. Mas também precisamos aprender a lidar emocionalmente com essas pequenas “quedas” da vida moderna. Respirar fundo. Ter um plano B. Manter um livro à mão. Ter o telefone de alguém anotado no papel.
A tecnologia nos fortalece, mas nossa força não pode depender apenas dela.
Essa semana eu aprendi isso.
A internet voltou, e junto com ela, voltou a tranquilidade.
Mas ficou a reflexão: o idoso de hoje está conectado. Percebi que essa conexão é parte da nossa dignidade, da nossa autonomia e da nossa forma de existir no mundo atual.
Jandira
Imagem: Freepik

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