Quando ouvir fica mais difícil
Com o passar dos anos, muitas pessoas começam a perceber que não escutam como antes. É comum ouvir frases como: “fala mais alto”, “repete, por favor” ou “acho que a televisão está baixa”. Muitas vezes, essas situações são levadas como brincadeira, mas podem ser um sinal de que algo merece atenção.
A surdez na terceira idade, também chamada de perda auditiva relacionada à idade, acontece de forma lenta e quase imperceptível.
No início, o idoso pode ter dificuldade para entender conversas em ambientes com muito barulho, acompanhar diálogos em grupo ou ouvir vozes mais finas. Por isso, nem sempre a pessoa percebe logo o problema, ou prefere negar, por medo ou vergonha.
O que muitas pessoas não sabem é que ouvir bem é fundamental para o bem-estar emocional e social. Quando a audição falha, a comunicação fica prejudicada. O idoso pode começar a se isolar, evitar encontros familiares, deixar de participar de conversas e até se sentir triste ou desanimado. Esse afastamento pode afetar a autoestima e a qualidade de vida.
É importante dizer que a perda auditiva não é sinal de incapacidade. Hoje existem exames, tratamentos e aparelhos auditivos modernos que ajudam muito a melhorar a audição e a convivência social. Procurar um médico otorrinolaringologista ou um fonoaudiólogo é um gesto de cuidado consigo mesmo.
Falar sobre a surdez na terceira idade é um ato de conscientização. Com informação, apoio da família e acompanhamento adequado, é possível continuar ouvindo histórias, risadas, palavras de carinho e participando ativamente da vida.
Envelhecer faz parte do caminho, mas não precisamos aceitar o silêncio.
Jandira
Imagem: Freepik

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