quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Refluxo

Não exagerar nas refeições e evitar bebidas gasosas são formas de conter o problema, causado pela ida do suco gástrico ao esôfago

Patricia Orlando
Refluxo: problema acomete 20% dos brasileiros
Refluxo: problema acomete 20% dos brasileiros (Thinkstock)
Sensação de que a comida não caiu bem no estômago e quer pegar o caminho de volta, acompanhada de azia e queimação, são sintomas de refluxo gastroesofágico, um problema digestivo que acomete 20% dos brasileiros.
O refluxo se manifesta quando uma válvula chamada esfíncter, que tem a função de impedir que o suco gástrico vá para o esôfago, não funciona corretamente e abre sem necessidade. Parte da comida e do suco gástrico pode voltar ao esôfago e causar queimação.
De acordo com o gastroenterologista Joaquim Prado Moraes Filho, professor-livre docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ainda não se sabe por que o esfíncter não exerce corretamente sua função. “O que sabemos é que a genética é um fator importante para o aparecimento do problema”, diz.
Sintomas — Além de azia e da sensação de que a comida está voltando para a boca, o refluxo pode apresentar outros sintomas. “O suco gástrico pode ir para o pulmão, por exemplo, e causar asma, tosse seca e soluço”, diz Ricardo Barbuti, gastroenterologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Também pode haver problemas odontológicos por causa da acidez do suco gástrico. Um exemplo é a perda da dentina, camada interna que envolve o nervo, o que leva à sensibilidade dos dentes.
Se não tratado, o refluxo prejudica a qualidade de vida da pessoa, porque dores e azia tendem a piorar com o tempo. Além disso, sem tratamento, o problema pode evoluir para a esofagite, caracterizada por machucados no esôfago, a para o chamado Esôfago de Barret, uma alteração no tecido do órgão que causa câncer. 
Tratamento — O primeiro passo é evitar o consumo de alimentos gordurosos, doces e bebidas gasosas. O tratamento farmacológico pode ser feito pontualmente ou cronicamente, de acordo com a gravidade da esofagite. “O tratamento com medicamentos é baseado em drogas que diminuem a secreção de ácido no estômago e nos pró-cinéticos, que aceleram o esvaziamento gástrico e tendem a contrair o esfíncter, dificultando a sua abertura sem necessidade”, diz o gastroenterologista Giovanni Faria Silva, professor da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB). Nos casos mais graves, uma cirurgia pode fazer o esfíncter voltar a funcionar corretamente.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Diabetes aos 50 anos pode causar perda de memória aos 70

De acordo com pesquisa, a doença acelera o envelhecimento da mente cinco anos mais rápido que o normal

Diabetes
Diabetes: o controle da síndrome pode prevenir demência na velhice (Thinkstock/VEJA)
Pessoas diagnosticadas com diabetes na meia idade — ao redor dos 50 anos — têm mais probabilidade de sofrer perdas significativas de memória e de cognição depois de 20 anos, comparadas com indivíduos que mantêm taxas de glicose normais no sangue. A revelação está descrita na edição de terça-feira do periódico Annals of Internal Medicine.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Diabetes in Midlife and Cognitive Change Over 20 Years: A Cohort Study

Onde foi divulgada: periódico Annals of Internal Medicine

Quem fez: Andreea M. Rawlings, A. Richey Sharrett, Andrea L.C. Schneider, Josef Coresh, Marilyn Albert, David Couper, Michael Griswold, Rebecca F. Gottesman, Lynne E. Wagenknecht, B. Gwen Windham, Elizabeth Selvin

Instituição: Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos Estados Unidos

Resultado: Pessoas que não controlam o diabetes na meia idade têm mais probabilidade de sofrer perda de memória e de cognição depois de 20 anos.
Pesquisadores Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg descobriram que o diabetes envelhece a mente cinco anos mais rápido que o normal. O declínio de memória e de funções cognitivas está fortemente associado à demência.
“A lição é que, para ter um cérebro saudável aos 70 anos, você precisa se alimentar direito e se exercitar aos 50”, afirma a líder do estudo, Elizabeth Selvin, professora de epidemiologia da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg. 

Pesquisa — No estudo, Elizabeth e sua equipe analisaram dados de 15 792 adultos acompanhados de 1987 a 2013. Os pesquisadores compararam a perda cognitiva associada ao envelhecimento com o declínio observado nos voluntários do estudo. A perda foi 19% maior do que a esperada entre os participantes que não controlavam o diabetes adequadamente.

“Se nós prevenirmos e controlarmos o diabetes de maneira melhor, poderemos evitar a progressão da demência em muitas pessoas”, diz Elizabeth. “Retardar o surgimento da demência em alguns anos pode ter um impacto enorme na população, incluindo ganho de qualidade de vida e menos gastos com saúde.”

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Dieta a base de plantas melhoram os níveis de açúcar no sangue

Mudar para uma dieta vegetariana pode ajudar a reverter a diabetes, de acordo com um novo estudo. Milhões de pessoas que lutam contra a doença assassina poderia melhorar os seus níveis de açúcar no sangue, erradicando a carne de sua alimentação semanal. Os cientistas acreditam que a remoção de gorduras animais poderia ajudar a curar a doença, deixando os pacientes livres delas. As informações são do Daily Mail.
Os especialistas disseram que mudanças na dieta poderia ser usada como uma alternativa do tratamento para a diabetes do tipo 2. Uma análise de estudos anteriores revelaram que a remoção de gorduras de origem animal durante a dieta ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina. A dieta reduziu os níveis de base vegetal de uma proteína-chave chamada sangue de hemoglobina glicada (HbA1c).
Para as pessoas com diabetes, quanto maior o HbA1c no sangue, maior o risco de desenvolver complicações relacionadas com o diabetes, tais como danos do nervo, problemas oculares e doenças do coração. “A mudança de dieta pode substituir uma pílula”, disse nutricionista Susan Levin, um dos autores do estudo. “Uma dieta à base de plantas melhora os níveis de açúcar no sangue, massa corporal, pressão sanguínea, colesterol e todos ao mesmo tempo, uma coisa que nenhum medicamento pode fazer”, completou.
Em todo o mundo, 347 milhões de pessoas têm diabetes, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Eles prevêem que será a sétima principal causa de morte em 2030. A doença ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente para tirar o açúcar da corrente sanguínea, ou quando o corpo não consegue utilizar eficazmente a insulina que produz.
Como parte do novo estudo, os pesquisadores analisaram os hábitos alimentares de 255 adultos com diabetes tipo 2 nos EUA, Brasil e República Checa. Eles descobriram que pessoas que comiam a dieta vegetariana com baixo teor de gordura, ou uma dieta de ovos e produtos lácteos, mas nenhuma carne, reduziu o HbA1c em uma média de 0,4 pontos percentuais a até 0,7 pontos em alguns estudos. Isto é comparável com o mesmo efeito de inibidores de alfa-glicosidase, medicamentos dados a pacientes que ajudam a controlar os seus níveis de glicose no sangue, impedindo a digestão de carboidratos, eles disseram. A pesquisa foi publicada no jornal Cardiovascular diagnóstico e terapia. Cardiovascular Diagnosis And Therapy
FONTE: PN Mídia

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Carne processada faz mal ao coração do homem, diz estudo

Homens que consomem mais de 78 gramas por dia de presunto, salame ou salsicha, por exemplo, correm maior risco de sofrer insuficiência cardíaca

Salame
Alimentação: carne processada pode aumentar risco de insuficiência cardíaca (Thinkstock/VEJA)
Homens que comem mais carne vermelha processada, que é rica em sódio e conservantes, podem ter um risco maior de sofrer insuficiência cardíaca e de morrer em decorrência do problema em comparação com aqueles que consomem menores quantidades do alimento. É o que descobriu um estudo publicado nesta quinta-feira no periódico Circulation: Heart Failure.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Processed and Unprocessed Red Meat Consumption and Risk of Heart Failure: A Prospective Study of Men

Onde foi divulgada: periódico Circulation: Heart Failure​

Quem fez: Joanna Kaluza, Agneta Akesson e Alicja Wolk

Instituição: Universidade de Ciências da Vida de Varsóvia, na Polônia, e Instituto Karolinska, na Suécia

Resultado: Comer muita carne vermelha processada pode aumentar em até 28% o risco de insuficiência cardíaca entre homens e dobrar a chance de morte por essa doença.
Segundo a pesquisa, a incidência da doença em um período de doze anos é 28% maior entre homens que comem 78 gramas ou mais de carne vermelha processada, como presunto, salsicha e salame, do que os que ingerem 25 gramas ou menos do alimento ao dia. Além disso, o risco de morte por insuficiência cardíaca chega a ser duas vezes superior para quem mais consome carne processada.
O estudo também concluiu que cada 50 gramas de carne processada (cerca de duas fatias de presunto, por exemplo) a mais consumidos no dia eleva em 8% o risco de insuficiência cardíaca. A pesquisa não encontrou relação entre excesso de carne vermelha não processada e uma maior incidência da doença.
Os resultados do trabalho se basearam nos dados de 37 000 homens de 45 a 79 anos, acompanhados durante doze anos. No início do estudo, os participantes responderam a um questionário sobre hábitos alimentares.
"Para reduzir o risco de insuficiência cardíaca e outras doenças, sugerimos que as pessoas evitem carne vermelha processada e limitem a quantidade de carne vermelha não processada em até duas porções por semana. Além disso, que sigam uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e peixe", diz Joanna Kaluza, professora do Departamento de Nutrição Humana da Universidade Ciências da Vida de Varsóvia, na Polônia. Segundo ela, é provável que os resultados de um estudo feito com mulheres sejam semelhantes ao do conduzido em homens.
A doença — A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração passa a bombear o sangue de maneira ineficaz, não conseguindo satisfazer a necessidade do organismo e reduzindo o fluxo sanguíneo do corpo. A doença faz com que os músculos dos braços e das pernas se cansem mais rapidamente, os rins trabalhem menos e a pressão arterial fique baixa. Embora possa acometer pessoas de todas as idades, é mais comum em idosos. Atinge uma média de uma a cada 100 pessoas.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Chá e frutas cítricas podem prevenir câncer de ovário

Os alimentos contêm compostos derivados dos flavonoides, substância antioxidante que também está presente no vinho tinto, no cacau e na maçã, por exemplo

Pesquisa constatou que beber dois copos de chá preto todo dia diminui as chances de câncer de ovário em 31%
Pesquisa constatou que beber dois copos de chá preto todo dia diminui as chances de câncer de ovário em 31%(Thinkstock)
Beber chá e comer frutas cítricas, como laranja e limão, são hábitos que ajudam a prevenir o câncer de ovário, tipo mais agressivo de tumor ginecológico. Segundo um novo estudo feito na Inglaterra, consumir duas xícaras de chá preto por dia, por exemplo, reduz em até 31% o risco da doença.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Intake of dietary flavonoids and risk of epithelial ovarian cancer

Onde foi divulgada: periódico American Journal of Clinical Nutrition

Quem fez: Aedin Cassidy, ​Shelley Tworoger e colegas.

Instituição: Universidade de East Anglia, na Inglaterra, entre outras.

Resultado: Dois tipos de flavonoides, encontrados principalmente em chás e frutas cítricas, diminuem as chances de desenvolvimento do câncer de ovário.
Os resultados preliminares da pesquisa foram divulgados nesta terça-feira, e o trabalho completo será publicado no fim de semana na revista científica American Journal of Clinical Nutrition.
O câncer de ovário não é o tumor ginecológico mais frequente entre as mulheres, mas é aquele com menores chances de cura. Na maioria das vezes em que os sintomas se tornam aparentes, a doença já está em um estágio muito avançado e é praticamente incurável. A incidência da enfermidade pode ter relação com o número de ovulações.
O novo estudo analisou os hábitos alimentares de 171 940 mulheres com idades entre 25 e 55 anos ao longo de mais de 30 anos.
Os pesquisadores concluíram que aquelas que consumiam diariamente alimentos que contêm flavonol, como o chá, e flavanonas, como as frutas cítricas e seus sucos, apresentaram um risco menor de desenvolver câncer de ovário. Esses dois compostos são derivados dos flavonoides, substância antioxidante e anti-inflamatória que já foi associada a uma série de benefícios à saúde, como redução das chances de problemas cardiovasculares.
 “As principais fontes desses compostos, como chá e frutas cítricas, são alimentos facilmente incorporáveis na dieta. Então, simples mudanças na alimentação podem ter um impacto positivo na redução do risco de câncer de ovário”, explica Aedin Cassidy, uma das autoras da pesquisa e professora da Universidade de East Anglia, na Inglaterra.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Posição que se dorme e a personalidade


Descubra a relação que há entre a posição que você dorme e sua personalidade


Tem aqueles que preferem dormir de barriga pra cima, outros de lado e tem também os que só conseguem de barriga para baixo


O modo como você se posiciona para dormir diz muito sobre sua personalidade, veja!
De Lado (com os braços para frente do corpo)
Considerada a melhor posição para dormir, a pessoa que dorme desse modo é desconfiada e não muda de opinião facilmente. É também daquelas sonhadoras que controla suas emoções.
De Lado (com os braços rentes ao corpo)
Pessoa sociável e ingênua. Muito organizada e com dificuldades para relaxar.
De lado, encolhida (feto)
A postura mais frequente, demonstra timidez, insegurança e sensibilidade.
De barriga para baixo
Típica de quem é ousada e extrovertida, que tem facilidade em fazer amizades, mas que não gosta de ser criticada.
De barriga para cima (com os braços cruzados em cima do abdômen)
Pessoa que está sempre na defensiva e tensa.
De barriga para cima (com os braços embaixo da cabeça)
Demonstra tranquilidade e autoconfiança. Pessoas que dormem dessa forma costumam ser um pouco folgadas.
De barriga para cima (com os braços abertos)
Amigáveis, solícitas, confiantes. As pessoas que dormem dessa forma são bastante discretas.
De barriga pra cima (com os braços retos, rentes ao corpo)
São aquelas pessoas que se cobram demais. São quietas, discretas e não muito relaxadas.

fonte: caras.uol.com.br

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Compulsão por café pode ser determinada pelo DNA

Pesquisadores identificaram variações genéticas que influenciam quantidade de café que uma pessoa ingere - e seus efeitos sobre o metabolismo

Café: hábitos de consumo da bebida e efeito da caféina sobre o organismo são determinados por variações genéticas
Café: hábitos de consumo da bebida e efeito da caféina sobre o organismo são determinados por variações genéticas(Thinkstock)
A quantidade de café que uma pessoa consome e os efeitos que a bebida tem sobre o seu corpo são determinados pelo seu DNA. É o que mostra um novo estudo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. A pesquisa identificou variações genéticas que podem fazer com que um indivíduo tenda a beber muito café ou então com que a bebida faça mais bem do que mal ao seu organismo, por exemplo.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Genome-wide meta-analysis identifies six novel loci associated with habitual coffee consumption

Onde foi divulgada: Molecular Psychiatry

Quem fez: Marilyn C Cornelis, Enda M Byrne, Tõnu Esko, Michael A Nalls, Andrea Ganna e equipe

Instituição: Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, entre outras

Resultado: Variantes genéticas podem determinar os efeitos da cafeína no organismo do indivíduo, além de controlar a ingestão da bebida.
“Café e cafeína já foram associados a efeitos tanto benéficos quanto maléficos à saúde. Nossas descobertas podem nos ajudar a identificar quais são as pessoas mais propensas a colher os benefícios da cafeína para a saúde”, diz Marilyn Cornelis, pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública de Harvard e uma das autoras do estudo.
Efeitos — O estudo se baseou em uma extensa análise feita no genoma de mais de 120 000 pessoas – todas bebiam café regularmente. Os pesquisadores identificaram seis variações genéticas ligadas ao consumo de café e cafeína. Duas delas foram associadas ao efeito de recompensa da cafeína sobre uma pessoa. Ou seja, pela sensação de prazer que a bebida provoca, o que pode determinar a vontade em consumi-la. Por exemplo, quanto maior essa sensação de recompensa, mais café o indivíduo vai querer ingerir.
As outras variações no DNA estão relacionadas à forma como a cafeína é metabolizada pelo corpo e, consequentemente, os seus efeitos, ou então aos impactos da bebida sobre pressão arterial e níveis de açúcar e glicose no sangue. Isso pode ajudar a explicar, por exemplo, o motivo pelo qual pessoas que bebem café sofrem menos com hipertensão do que as que não consomem a bebida, mas têm maior tendência a apresentar taxas de colesterol e glicose no sangue elevadas.
Os autores do estudo, que foi publicado nesta terça-feira no periódico Molecular Psychiatry, acreditam que cada pessoa regula o consumo de café de forma inconsciente em busca de ter os melhores efeitos da bebida. “Como análises genéticas anteriores sobre tabagismo e consume de álcool, essa pesquisa serve como exemplo de como a genética pode influenciar alguns tipos de comportamentos do dia a dia”, diz Daniel Chasman, professor do Brigham and Women's Hospital, nos Estados Unidos, e que participou do estudo.