quarta-feira, 14 de maio de 2014

Os Músculos também precisam de descanso

Devo malhar duas ou três vezes na semana? Se eu quiser emagrecer mais rápido, posso malhar todos os dias? Funciona? Essas são perguntas frequentes entre nossos leitores. Para responder estas questões e tirar essas dúvidas, Marcio Atalla, deu algumas dicas sobre o assunto. Confira!

“Quando falamos que fazer musculação duas vezes na semana e, a partir de certa idade, aumentar para três vezes na semana, a gente segue uma recomendação da OMS para reverter o processo de perda de massa muscular, causado pelo envelhecimento”, explica Atalla.
Por isso, exercícios de força, como a musculação, são necessários para que a gente mantenha a massa muscular e, consequentemente, autonomia. Mas, de acordo com o preparador físico, não há nenhum problema em aumentar a frequência desta atividade para cinco ou seis vezes na semana. “Depende do objetivo. Se é emagrecer mais rápido ou ganhar massa muscular mais rápido, aumentar a frequência do exercício é uma boa opção, desde que tenha uma boa programação”, recomenda nosso embaixador.
E a dica do Márcio Atalla, neste ponto, é incluir um tempo de descanso para os músculos nesta programação. Por exemplo, se você optar por fazer musculação seis vezes na semana, tenha uma programação que tenha esse intervalo para o repouso dos músculos. “Se você fizer, por exemplo, um exercício para o peito na segunda-feira, obviamente, na terça-feira, você vai malhar um outro grupo muscular, para outra parte do corpo. O ideal é voltar a trabalhar este músculo depois de 2 ou 3 dias de repouso”, indica Atalla.
Assim, se você fizer esse rodízio dos grupos musculares que são trabalhados no treino, não terá nenhum problema em fazer musculação cinco ou seis vezes na semana!  Se o seu objetivo for emagrecer, obviamente, malhando nesta frequência, você vai gastar mais calorias e, consequentemente, atingir este objetivo mais rápido!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Retenção de líquidos: o que fazer?

Muitas pessoas se queixam ao observar mãos, pés e tornozelos bastante inchados ao final de um longo do dia de trabalho ou outras atividades. Quem nunca notou o tornozelo cheio de marcas ao tirar o sapato? Este é um exemplo muito comum de edema, que é o nome médico usado para definir o acúmulo anormal de líquido em alguns locais do nosso corpo e, por isso, também é chamado por algumas pessoas de retenção de líquidos.
 No entanto, nem sempre é tão claro identificar se estamos realmente inchados. Uma forma simples de tirar a dúvida é apertar o local de maneira firme com os dedos e retirar logo em seguida – caso demore mais do que poucos segundos para voltar ao normal, é possível que haja um edema ali!
Estas alterações podem acontecer devido a diversos motivos que vão desde a permanência por mais de 4 horas sentado ou na mesma posição, desequilíbrio de proteínas e/ou minerais no organismo, sedentarismo, alterações metabólicas e hormonais, como é o caso das mulheres nos períodos pré-menstrual, menstrual e gravidez, dentre outras causas. De fato, esta sensação de inchaço traz desconforto e, consequentemente, redução na qualidade de vida. Sentir-se mais cansado e com a sensação de peso nas pernas também parecem estar relacionados com esta retenção de líquidos.
Se você se identificou com tudo isso que falamos até agora, fique ligado nas dicas que separamos. A alimentação é uma forte aliada para amenizar a sensação de inchaço e até mesmo evitar a piora do mesmo. Anote as dicas:
  • Evite consumir alimentos ricos em sódio, como por exemplo: embutidos (presunto, mortadela, salsicha), enlatados e em conserva (azeitonas e palmito).
  • Reduza a quantidade de sal de suas refeições e para não deixar seus pratos sem sabor, opte por ervas e especiarias, tais como: alecrim, orégano, salsa, tomilho.
  • Beba bastante líquido, dando preferência para água, sucos naturais e água de coco.

Além da alimentação, a prática de atividade física também aparece como um importante coadjuvante no controle desses inchaços indesejados. Além de contribuir com uma melhor circulação, o exercício físico ajuda no controle da pressão interna dos líquidos, o que colabora com a redução desses edemas.
No entanto, como as causas são diversas vale a pena ficar ligado se esse inchaço é frequente e causa incômodos importantes. Nesses casos, procure ajuda médica para investigar os motivos e assim tratar da melhor forma possível.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Feijão pode reduzir colesterol ruim

Segundo pesquisa, porção diária de leguminosas diminui a taxa de LDL em 5%

Feijão
O benefício foi propiciado não apenas pelo feijão, mas também por leguminosas como lentilha e grão-de-bico (Thinkstock)
Comer uma porção diária de leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico, pode diminuir o colesterol "ruim" (LDL) e o risco de doença cardíaca, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira no periódico Canadian Medical Association Journal.

Manuais de nutrição costumam recomendar o consumo de leguminosas — assim como outros vegetais — como parte de uma dieta saudável, sem, entretanto, especificar os benefícios desses alimentos na diminuição da gordura corporal.

No novo estudo, pesquisadores de centros canadenses e americanos revisaram dados de 26 pesquisas com 1 037 pessoas. Eles descobriram que pessoas que ingeriam uma porção (3/4 de xícara) diária de leguminosas tinham uma redução de 5% na taxa do colesterol ruim, comparadas às que não comiam.

"A diminuição de 5% do LDL sugere uma potencial queda de 5% no risco dos principais eventos cardiovasculares", disse John Sievenpiper, do Hospital St. Michael’s, em Toronto, no Canadá, um dos autores do estudo. "Como a ingestão de leguminosas pode beneficiar outros fatores de risco, incluindo peso corporal, pressão arterial e nível de glicose, futuras revisões devem avaliar os efeitos do consumo desse alimento nesses indicadores para a redução das doenças cardiovasculares."
FONTE: veja.abril

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Os benefícios das Amoras

Amoras podem ser grandes aliadas da boa saúde. Conheça seus incríveis benefícios!

Lindas, macias, gostosas. As amoras muitas vezes passam despercebidas nas gôndolas dos mercados e feiras livres. Mais do que uma fruta comum, as amoras guardam uma verdadeira fonte de boa saúde.
Boa saúde digestiva
As amoras são riquíssimas em fibras. Uma comparação muito simples pode ser feita com o trigo, tão consumido por nós brasileiros. Um punhado (o suficiente para encher a mão) de amoras, contém cerca de 8 gramas de fibras. Isso equivale a mais que o dobro da quantidade que encontramos no trigo na mesma quantidade.
Sem as fibras não temos uma boa saúde digestiva. Elas são importantes para equilibrar o nosso peso, melhorar a saúde como um todo e contribuir para a diminuição dos níveis de colesterol.
Processos de cura
Na composição química da amora, encontramos substâncias importantes, como os taninos. Os taninos são polifenóis encontrados em uma grande gama de frutos e plantas. Na natureza, sua função é reduzir o consumo da planta por herbívoros, já que sua presença causa a diminuição do paladar agradável na mastigação. Contribui também para reduzir ataques de pragas naturais.
Segundo a nutricionista da Prince Grace Hospital, em Londres, Sarah Wilson, os taninos foram muito usados no passado na medicina para agirem como constritores de vasos sanguíneos em cortes e ferimentos, sendo aplicados diretamente na pele.
Usos farmacológicos importantes para os taninos e seus derivados
Eles atuam como antídoto em alguns casos de intoxicação através de metais pesados e certos alcalóides. Possuem poder de adstringência, anti-séptico e antioxidade, e ainda melhorar casos de diarréia. Quando usado externamente, age como cicatrizante e hemostático, dentre outras funções.

Reforçar a imunidade
Estas pequenas frutinhas são riquíssimas em vitamina C. Suas funções no nosso corpo são inúmeras: importante no nosso sistema imunológico e para a saúde cardiovascular, contribuindo para a redução da pressão arterial. Uma das funções da vitamina C que podemos destacar é sua capacidade de melhorar a absorção do ferro pelo nosso organismo, quando ambos são ingeridos ao mesmo tempo.
Auxiliar no combate ao câncer
Pesquisadores descobriram que as antocianinas, um dos pigmentos encontrados nas amoras, podem ser eficientes antioxidantes. Ficou provado que estes pigmentos vegetais conseguem inibir o crescimento de algumas células tumorais. Nestes compostos fitoquímicos também foram encontrados moléculas chamadas de C3G, pertencentes ao grudo dos flavonóides, que também demonstraram ação de extermínio contra o câncer de pulmão e de pele.
Olhos
Nas amoras foi encontrada uma substânciaa chamadas de luteína, importante para proteger os olhos, especialmente numa área chamada mácula, um local dos nossos olhos situado atrás da retina, sendo bastante sensível à luz. A luteína também consegue prevenir danos causados por raios ultravioletas.
Ossos
Até mesmo nos ossos a amora consegue fornecer boa saúde. Pequenas quantidades do fruto já são suficientes para fornecer a metade do manganês que nós necessitamos diariamente. E qual a importância disto? O manganês ajuda a formação de tecido conjuntivo. Estes por sua vez são vitais para dar uma boa estrutura e sustentação para a correta formação dos ossos.
Divisão celular e gravidez
Nas amoras encontramos vitamina B9, também chamado de ácido fólico. Esta vitamina tem papel muito importante na divisão celular (mitose e meiose) e para um crescimento saudável. Centenas de cremes anti-rugas possuem ácido fólico, para auxiliar na estimulação de crescimento de novas células da epiderme.
Os ginecologistas recomendam que as mulheres grávidas comam alimentos ricos em ácido fólico para prevenir problemas na gestação como a espinha bífida, por exemplo.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Exame de sangue pode prever quem terá Alzheimer

Teste desenvolvido nos EUA detecta risco de declínio cognitivo até três anos antes dos primeiros sintomas. Ainda não há previsão para que o exame seja usado na prática clínica

Alzheimer: Pesquisadores americanos descobriram dez tipos de gordura presentes no sangue que comprometem a membrana dos neurônios e estão associadas ao declínio cognitivo
Alzheimer: Pesquisadores americanos descobriram dez tipos de gordura presentes no sangue que comprometem a membrana dos neurônios e estão associadas ao declínio cognitivo (Thinkstock)
Pesquisadores desenvolveram um exame de sangue capaz de prever o risco de pessoas saudáveis terem Alzheimer até três anos antes de os primeiros sintomas surgirem. Em estudo publicado neste domingo, o teste, que consiste em procurar por dez tipos específicos de gordura no sangue de um paciente, ofereceu resultados com mais de 90% de precisão.
Não há previsão para que o exame passe a ser comercializado e usado na prática clínica. A possibilidade de detectar uma doença como o Alzheimer antes de ela se manifestar é um importante debate da medicina atual. Isso porque ainda não existem remédios capazes de evitar a condição, mas sim de controlar o seu avanço. Portanto, um diagnóstico que diz ao paciente que ele terá Alzheimer no futuro apenas causaria preocupação. Por outro lado, saber quais mecanismos estão associados ao Alzheimer ajuda os cientistas a entender melhor a doença e pode acelerar outros estudos que tentam descobrir formas de impedir que ela apareça ou até curá-la.
A nova pesquisa, feita na Universidade Georgetown, nos Estados Unidos, e publicada na revistaNature Medicine, envolveu 525 pacientes saudáveis de 70 anos ou mais. Os autores coletaram amostras de sangue dos participantes diversas vezes ao longo de cinco anos. Quando a pesquisa acabou, 74 voluntários haviam sido diagnosticados com Alzheimer ou comprometimento cognitivo leve, um estágio que fica entre o envelhecimento normal e a demência e que é caracterizado por problemas de memória, raciocínio e outras funções mentais.
Durante o estudo, os especialistas compararam o sangue de pessoas com e sem Alzheimer ou comprometimento cognitivo. Eles descobriram que os participantes com algum desses problemas apresentavam dez tipos de gordura que parecem romper a composição de membranas que envolvem os neurônios. A descoberta foi confirmada em outras comparações e análises.
Segundo os resultados, a precisão de mais de 90% do teste vale tanto para descobrir se um paciente terá comprometimento cognitivo ou Alzheimer nos próximos três anos quanto para definir se uma pessoa permanecerá livre desses problemas.
Essa é a primeira vez em que uma pesquisa define biomarcadores (substâncias que indicam a presença de uma doença) no sangue de uma pessoa para o Alzheimer. “O nosso novo exame de sangue pode mudar como pacientes, suas famílias e os médicos planejam lidar com a doença”, diz o coordenador da pesquisa, Howard Federoff, professor de neurologia e vice-presidente executivo de ciências médicas do Centro Médico da Universidade Georgetown. “Biomarcadores que identificam o período assintomático da doença são essenciais para o desenvolvimento e aplicação de tratamentos capazes de prevenir o Alzheimer.”
Segundo Federoff, ele e sua equipe planejam realizar um estudo clínico que usa o exame de sangue para testar um agente terapêutico para atrasar o impedir que o Alzheimer se manifeste em pessoas com maior risco.

FONTE: veja.abril.com.br

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sete alimentos que roubam seu cálcio

O segredo é balanceá-los, sem deixar o consumo de lado


SAL
Encontrado no sal, o sódio aumenta a excreção de cálcio pela urina. A nutricionista Juliana Stein, de São Paulo, recomenda que pessoas com osteopenia ou osteoporose eliminem o chamado sal de adição, aquele que acrescentamos à salada e a outros alimentos

Dica: use como tempero limão, azeite e especiarias. 
CAFÉ
Misturar essa bebida com leite pode não ser tão indicado, dependendo das proporções de café e leite em sua xícara. "A cafeína, presente no café, tem efeito diurético, o que faz com que o cálcio seja eliminado pela urina", justifica Juliana Stein. Mas a nutricionista lembra que, para chegar a prejudicar a absorção, a quantidade de café ingerida ao dia deve ser superior a 300mg, o que equivale a três xícaras médias da bebida, aproximadamente. 
REFRIGERANTE
Essa bebida é rica em fósforo, que inibe a absorção de cálcio pelo corpo. "O fósforo aumenta a liberação do paratormônio, hormônio que controla a quantidade de cálcio que temos nas células e nos ossos. Se ele está elevado, acaba mobilizando mais cálcio do osso pra corrente sanguínea, descalcificando os ossos", explica Sandra da Silva Maria, nutricionista da Gastro Obeso Center, em São Paulo.
Atenção especial aos refrigerantes de cola: além do fósforo, eles contam com cafeína, a mesma substância do café que aumenta a eliminação de cálcio pela urina.
ALIMENTOS COM ÁCIDO OXÁLICO E FITATOS
O ácido oxálico - encontrado em gérmen de trigo, nozes, feijão, espinafre, tomate e acelga - aumenta a eliminação de cálcio pelas fezes. O fitato age da mesma forma. Um exemplo de alimento com essas duas substâncias são os cereais integrais. No entanto, isso não significa que eles devem deixar de ser ingeridos, já que são ricos em fibras necessárias para o bom funcionamento do intestino. "Em casos de pessoas que já tenham doenças nos ossos, uma boa alternativa é ter uma alimentação com bastante frutas, vegetais e legumes, o que garantirá o pH ácido ao estômago - condição necessária para a boa absorção do cálcio", diz Sandra, que justifica: "Quanto maior a ingestão desses alimentos, maiores as chances de você consumir zinco, mineral que equilibra o pH do estômago".  
CHOCOLATES
Além de ter cafeína, o chocolate conta com o ácido oxálico que, como dito anteriormente, aumenta a eliminação de cálcio pelas fezes. "A quantidade de cafeína é a mesma, independente da quantidade de cacau", garante Sandra. Ela também alerta que o chocolate ou achocolatado em pó adicionado ao leite tem o mesmo efeito. Para comer essa delícia com menos culpa, a nutricionista aconselha o consumo de chocolates com maior teor de cacau, pois, apesar de prejudicar a absorção de cálcio, há, ao menos, maior ação antioxidante - o que não acontece com chocolates com menos cacau em sua composição.  
GORDURAS 
Existe um tipo específico de gordura que faz com que o cálcio seja liberado pelas fezes, em vez de ir para os ossos: os ácidos graxos saturados de cadeia longa, encontrados em manteiga e carnes gordurosas. A nutricionista Juliana Stein explica que, ao chegar ao intestino, esse tipo de gordura forma uma substância chamada oxalato, que se liga às moléculas de cálcio, formando um complexo insolúvel. "Esse complexo acaba sendo excretado nas fezes", conta.  
EXCESSO DE FERRO 
Embora aconteça raramente, é possível que o ferro em excesso faça com que o cálcio não seja absorvido. Isso acontece por causa de uma disputa entre esses dois minerais, como explica a nutricionista Juliana Stein. "Eles são absorvidos pela mesma 'porta' - chamada de glute, que encaminha as substâncias à corrente sanguínea - e competem entre si para serem absorvidos", diz. O cálcio costuma ganhar o páreo, mas perde quando o ferro está em uma quantidade muito maior.No entanto, lembram as nutricionistas Juliana e Sandra, isso é raro de acontecer, já que geralmente as dietas são mais ricas em cálcio do que em ferro.  
EXCESSO DE PROTEÍNAS 
"O organismo gasta muito cálcio para processar a proteína", diz a nutricionista Danielle Moreira, do Rio de Janeiro. Por isso, abusar nas fontes de proteínas pode aumentar a eliminação de cálcio pela urina, dificultando a sua absorção.

Mas como saber se você está passando dos limites na ingestão de proteínas? A nutricionista Juliana Stein explica que uma pessoa que não seja atleta precisa de 0,8 a 1g de proteínas diárias por quilo de seu peso. "Quem passa dessa 1g já tem a chamada dieta hiperproteica", afirma.



POR ANA PAULA DE ARAUJO